Plenária do CRF-SP destaca impactos fiscais e desafios regulatórios no varejo e transporte farmacêutico
Dra. Adryella Luz, diretora-tesoureira; Dra. Danyelle Marini. vice-presidente; Dra. Luciana Canetto, presidente e Dr. Adriano Falvo, secretário-geral do CRF-SP, durante a apresentação do Dr. Ricardo Leite, coordenador do GTT de Farmácia e Gestão do CRF-SP
São Paulo, 14 de abril de 2026.
A diretoria e os conselheiros do CRF-SP se reuniram na sede do Conselho, em São Paulo, na segunda-feira, 13, para uma reunião plenária que trouxe ao centro do debate dois temas estratégicos para o setor farmacêutico: os impactos da reforma tributária no varejo e os desafios regulatórios no transporte de medicamentos.
Na primeira apresentação, o farmacêutico Dr. Ricardo Silveira Leite, coordenador do GTT de Farmácia e Gestão do CRF-SP, abordou as mudanças estruturais trazidas pela reforma tributária, com destaque para a substituição de tributos atuais pela Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS). Ele ressaltou que o novo modelo exige maior preparo técnico e gestão eficiente por parte das farmácias, especialmente no controle de créditos e na adaptação de sistemas fiscais.
Segundo o Dr. Ricardo, o cenário exige uma mudança de mentalidade dos profissionais. “A reforma tributária transformou a nota fiscal no documento mais importante da farmácia no que diz respeito à saúde financeira do negócio. O farmacêutico que não entender de tributação em 2026 estará a caminho da sua morte financeira”, afirmou.
Dr. Ricardo Silveira Leite, coordenador do GTT de Farmácia e Gestão do CRF-SP, apresentou as mudanças referentes à reforma tributária no Brasil
Em uma outra apresentação, Dr. Kleber Fernandes, membro do GTT de Logística de Produtos de Interesse à Saúde do CRF-SP apresentou os principais pontos relacionados ao transporte de medicamentos e à segurança técnica nas operações logísticas, com ênfase no crescimento do e-commerce e no uso de plataformas digitais. Ele destacou a necessidade de garantir que todas as etapas da cadeia logística estejam em conformidade com as normas sanitárias e contem com a presença de profissionais habilitados.
Para o Dr. Kleber, que recentemente se reuniu com representantes da Anvisa para debater sobre esse desafio, é fundamental diferenciar os modelos logísticos e reforçar a regulação do setor. “O e-commerce não representa uma entrega sem atividades logísticas. O medicamento está sendo inserido em um canal de distribuição que precisa atender às exigências sanitárias, com controle de qualidade e rastreabilidade”, ressaltou.
Dr. Kleber Fernandes, membro do GTT de Logística de Produtos de Interesse à Saúde do CRF-SP destacou o transporte de medicamentos e a segurança técnica necessária à saúde pública
Thais Noronha
Departamento de Comunicação CRF-SP