Individualização terapêutica exige avaliação e acompanhamento profissional

 

São Paulo, 3 de março de 2026.

A individualização terapêutica é um dos fundamentos da homeopatia e reforça oconceito de cuidado centrado no paciente. Na prática, isso significa considerar as características próprias de cada indivíduo, sua forma de adoecer e seu contexto clínico antes da definiçãodo tratamento.

Segundo a Dra. Marcia Borges, coordenadora do Grupo Técnico de Trabalho (GTT) de Homeopatia do CRF-SP, o cuidado personalizado não é apenas uma diretriz, mas a própria essência da prática. “A terapêutica homeopática requer individualização, pois cada paciente tem sua forma peculiar de adoecer, daí a necessidade deste cuidado personalizado”, afirma.

Nesse contexto, o farmacêutico homeopata desempenha papel estratégico na segurança e na eficácia do tratamento. Dra. Marcia destaca que o profissional reúne conhecimento técnico sobre a farmacotécnica do preparo e sobre a Matéria Médica, ou seja, literatura que descreve as características de cada medicamento. “Assim, ele contribui para que o paciente utilize de forma correta e também pode, eventualmente, avaliar se o tratamento está trazendo melhora ao paciente”, explica.

Embora os medicamentos homeopáticos trabalhem com substâncias ultradiluídas, o que torna o risco infinitamente menor que o medicamento tradicional, ele não é inexistente. “Não se pode dizer que é nulo, uma vez que, se o paciente for sensível àquele medicamento, pode desencadear sintomas semelhantes à doença, que chamamos de ‘doença artificial’. Cessando o uso do medicamento, os sintomas desaparecem. ”Além disso, pode ocorrer ausência de evolução positiva para controle ou cura da doença quando não há avaliação individualizada adequada". 

Para a coordenadora, a prática homeopática é, por natureza, centrada no paciente. “A homeopatia é, na sua essência, uma terapêutica centrada no paciente. Sempre foi”, destaca. Ela reforça que cabe ao farmacêutico fornecer todas as informações necessárias para adesão ao tratamento e seus desdobramentos, especialmente em casos de doenças crônicas, que exigem tempo para reorganização do organismo.

A educação em saúde é outro eixo fundamental da assistência farmacêutica em homeopatia. “A maioria da população não conhece esta terapêutica. Sem conhecimento, reduz-se muito a possibilidade de sucesso no tratamento.” Por isso, o acompanhamento e a orientação qualificada são determinantes.

 

Como orientação à população, Dra. Marcia enfatiza o uso racional: “O sujeito só deve tomar o medicamento, ou manter o tratamento, enquanto seu organismo necessita. Uma vez restabelecido o equilíbrio ou restaurada a saúde, deve cessar o uso do medicamento. Isto é fundamental.”

Ela também destaca outro aspecto positivo: o estímulo ao autoconhecimento. “A homeopatia leva o paciente a ouvir seu corpo, identificar quando está bem ou não, e reconhecer gatilhos que levam a quadros agudos.”O mesmo vale para cuidadores, que passam a observar com mais atenção as respostas do paciente"

Quando esse processo é compreendido e o prescritor consegue ter uma visão mais completa do indivíduo, as chances de sucesso terapêutico aumentam. Nesse cenário, a assistência farmacêutica em homeopatia reafirma seu papel essencial no cuidado personalizado, ético e responsável.

 

Thais Noronha

Departamento de Comunicação CRF-SP

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